A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, manifestou, neste domingo, preocupação com o aumento de casos de lesões por pressão nos hospitais.
"Estamos a viver um momento crítico em que as lesões por pressão representam uma verdadeira epidemia nos nossos hospitais, aumentando custos e prolongando internamentos", alertou a ministra da Saúde (MED), que reforçou a necessidade de vigilância activa por parte dos directores clínicos e de enfermagem.
Segundo uma nota, Sílvia Lutucuta falava no encerramento do do Workshop Nacional sobre Gestão Estratégica na Prevenção e Controlo das Lesões por Pressão nos Hospitais, promovido pelo MED e pela Unidade de Implementação do Projeto (UIP).
O documento acrescenta, igualmente, que a titular da pasta da Saúde também abordou o papel central da enfermagem e da colaboração multidisciplinar no cuidado ao paciente, incentivando os gestores a assumirem responsabilidade directa pela segurança dos pacientes e a implementação de boas práticas.
“O responsável principal pelos doentes é o director clínico e o director de enfermagem. Precisamos estar atentos a detalhes que muitas vezes passam despercebidos, como a ocorrência de lesões por pressão", concluiu.
Sessões técnicas e práticas
O workshop apresentou um programa intenso de sessões técnicas e práticas que englobou a Organização dos Serviços e Equipas Multidisciplinares: especialistas nacionais e internacionais, que deram a conhecer estratégias para optimizar o trabalho em equipa, a integração de médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e auxiliares.
Além disso, contemplou uma Mesa Redonda sobre Experiências Hospitalares com representantes de hospitais como Josina Machel, Bispo Emílio de Carvalho, Cardeal Dom Alexandre, Materno Infantil Pedro Manuel Azancot de Menezes, Geral de Luanda e Capalanca, que partilharam boas práticas e desafios e destacaram soluções concretas aplicadas ao combate às lesões por pressão.
Entre as experiências relatadas, falou-se, também, sobre a implementação de protocolos de monitorização contínua do paciente acamado, o reforço da educação de enfermagem sobre prevenção de úlceras e cuidados pós-operatórios, e a adopção de equipamentos de apoio para redução de pressão em pacientes de risco.
A sessão sobre Desafios das Lesões por Pressão em Angola contou, ainda, com a discussão conjunta sobre barreiras e soluções sustentáveis para reduzir a incidência destas lesões nos hospitais.
Por último, os participantes reiteraram o compromisso com a aplicação dos conhecimentos adquiridos em suas unidades hospitalares, fortalecendo a prevenção de lesões por pressão e elevando os padrões de qualidade e segurança na assistência à saúde em Angola.