O embaixador de Angola na Coreia do Sul, Sianga Abílio, defendeu o reforço da solidariedade e da cooperação internacional no combate aos crimes cibernéticos.
O diplomata angolano falava durante a sessão de abertura do Simpósio Internacional sobre Crimes Cibernéticos, que encerra, hoje, em Seul, segundo uma nota.
Na qualidade de convidado de honra da Polícia Nacional da Coreia (KNPA), o embaixador discursou em representação do corpo diplomático acreditado na República da Coreia e das delegações internacionais participantes no encontro A cerimónia de abertura contou, igualmente, com intervenções do Secretário do Presidente da República para os Assuntos Civis e Justiça, Han Chansik, e do Vice-Comissário-Geral da Polícia Nacional da Coreia, Yoo Jae-Seong.
Na sua intervenção, Sianga Abílio salientou que o cibercrime não conhece fronteiras, podendo afectar indivíduos, empresas, governos e sociedades inteiras.
Perante esta realidade, defendeu uma resposta internacional assente numa cooperação mais estreita e coordenada entre os Estados.
Destacou, ainda, a necessidade de reforçar a partilha de informações entre os países, acelerar a resposta das autoridades competentes e consolidar os mecanismos de cooperação internacional para prevenir, investigar e combater os crimes cometidos no espaço digital.
O simpósio reuniu autoridades policiais, diplomatas e delegações internacionais para analisar os principais desafios e as novas ameaças no ambiente digital, com particular atenção para a crescente sofisticação dos crimes cibernéticos e a necessidade de respostas coordenadas à escala global.
Durante os debates, os participantes reconheceram que a evolução e a sofisticação dos ataques cibernéticos exigem que a comunidade internacional avance na criação de mecanismos e regras comuns para o espaço digital, capazes de facilitar a cooperação entre os Estados, fortalecer os processos de investigação e responsabilização e garantir respostas mais eficazes às ameaças transnacionais.
Entre os temas abordados estiveram também a nova geração de ameaças cibernéticas, a definição de padrões globais para a era digital e o impacto da evolução tecnológica na crescente interligação entre o mundo físico e o espaço digital.
Ao encerrar os trabalhos, o simpósio reafirmou a importância de uma cooperação internacional mais estreita na área da segurança digital, com vista à construção de um ambiente cibernético mais seguro, resiliente e assente em regras comuns.
A participação de Angola no encontro reforçou, assim, o compromisso do país com os esforços internacionais destinados a enfrentar os desafios emergentes da segurança cibernética e a promover uma resposta coletiva às ameaças digitais.