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MINISTRO TÉTE ANTÓNIO:  CONTEXTO ACTUAL EXIGE  UMA DIPLOMACIA  MAIS ESTATÉGICA E ACTUANTE

  02 Apr 2026

MINISTRO TÉTE ANTÓNIO: CONTEXTO ACTUAL EXIGE UMA DIPLOMACIA MAIS ESTATÉGICA E ACTUANTE

O contexto internacional actual exige uma diplomacia mais estratégica, capaz de influenciar os processos de decisão, declarou, nesta quarta-feira, em Luanda, o ministro das Relações Exteriores, Téte António.

Para o ministro das Relações Exteriores, que falava durante a Conferência sobre os 50 Anos de Angola nas Organizações Internacionais (1976-2026), na Tenda da Marginal, sob o lema: “Celebrar as Conquistas da Diplomacia Angolana nos 50 Anos de Independência Nacional”, devido às novas dinâmicas geopolíticas, cada vez mais é necessário contribuir para a construção de soluções sustentáveis para os desafios globais, como a segurança energética, as alterações climáticas, a segurança alimentar e a mobilidade humana.

Neste sentido, citado por uma nota do MIREX, Téte António explicou que urge o reforço da formação de quadros diplomáticos e a articulação entre a política externa e as prioridades nacionais de desenvolvimento em Angola, que desde a independência assumiu um papel de resistência, afirmação soberana e solidariedade internacional com contributos relevantes para o fim do colonialismo e do apartheid em África, bem como para a consolidação da unidade e da autodeterminação dos povos africanos. Por essa razão, o também embaixador considerou que há que olhar para a participação do país nas Nações Unidas (ONU) e o compromisso que revela no respeito pelo direito internacional, na promoção da paz e no reforço da cooperação entre os Estados.

Por sua vez, assinalou a importância da conferência num momento de elevado significado histórico, por assinalar meio século da presença activa de Angola nos principais organismos multilaterais e por abordar as experiências que teve na Organização da Unidade Africana, actual União Africana, e na ONU, com foco no percurso histórico, nas contribuições e nos desafios enfrentados ao longo de cinco décadas.

O evento por si presidido congrega, de entre outras personalidades, membros do Executivo, deputados à Assembleia Nacional, membros do corpo diplomático acreditado em Angola e académicos.

Téte António aproveitou, igualmente, a ocasião para referir que a trajectória internacional do país se encontra profundamente ligada às transformações do sistema internacional e ao processo de afirmação do continente africano no cenário global e recordou o envolvimento do país em processos de mediação e estabilização regional, sobretudo na África Central e Austral, o que reforça a credibilidade como promotor da paz e da segurança no continente.

Destacou, ainda, a experiência acumulada em matéria de prevenção e resolução de conflitos, bem como os mandatos exercidos no Conselho de Segurança das Nações Unidas, no Conselho Económico e Social, na Comissão de Consolidação da Paz e, actualmente, no Conselho dos Direitos Humanos.

Programa da Conferência contempla várias actividades

O programa da iniciativa, que decorre ao longo de dois dias, integra vários painéis temáticos dedicados ao percurso de Angola na Organização da Unidade Africana, actual União Africana, e na Organização das Nações Unidas.

Dentre os temas em análise constam a Admissão da República de Angola na OUA/UA, o Papel de Angola no Comité de Libertação da OUA, a Presidência de Angola na União Africana, a Admissão da República de Angola na ONU, a Participação da ONU no Desenvolvimento Económico e Social de Angola*, bem como o Papel de Angola na Organização das Nações Unidas.

A agenda contempla, também, a inauguração de uma exposição fotográfica sobre a história do processo de admissão da República de Angola na Organização da Unidade Africana e nas Nações Unidas, iniciativa que busca preservar a memória institucional e valorizar o contributo dos diplomatas angolanos ao longo das últimas cinco décadas.

Amanhã, segundo dia da Conferência, está reservada a realização de uma cerimónia de outorga de medalhas e diplomas de reconhecimento a personalidades que contribuíram para o fortalecimento da diplomacia angolana.

Inaugurada Exposição Fotográfica sobre a história do Processo de Admissão de Angola na Organização de Unidade Africana e nas Nações Unidas

Uma Exposição Fotográfica sobre a história do Processo de Admissão da República de Angola na Organização de Unidade Africana e nas Nações Unidas foi inaugurada, esta quarta-feira, na Tenda da Baía de Luanda, pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António.
 

O corte da fita foi testemunhado por membros do Executivo, deputados à Assembleia Nacional, membros do corpo diplomático acreditado em Angola e académicos.

A mostra, inserida no programa da Conferência sobre os 50 Anos de Angola nas Organizações Internacionais, realizada sob o lema “Celebrar as Conquistas da Diplomacia Angolana nos 50 Anos de Independência Nacional”, retrata momentos marcantes do percurso do país no seio das duas organizações, desde o processo de admissão até à participação activa nos principais órgãos e mecanismos multilaterais.

A exposição apresenta, igualmente, um conjunto de imagens e registos históricos que ilustram a trajectória da diplomacia angolana, com destaque para o envolvimento nas lutas de libertação em África, o contributo para a consolidação da paz e da segurança no continente, bem como a afirmação de Angola como actor relevante no sistema internacional.

Esta iniciativa serve sobretudo para aproximar o público da história da diplomacia angolana por uma narrativa visual que evidencia os desafios superados e os progressos alcançados no contexto das organizações internacionais.

A exposição vai permanecer aberta ao público durante os dias da conferência, permitindo aos visitantes conhecer, de forma detalhada, os principais marcos da presença de Angola nas Organizações da Unidade Africana/União Africana e nas Nações Unidas.

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