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REPRESENTANTE DA FEDERAÇÃO MUNDIAL DE EDUCAÇÃO MÉDICA DEFENDE  CURRÍCULO MÉDICO ALINHANDO ÀS NORMAS INTERNACIONAIS

  13 Apr 2026

REPRESENTANTE DA FEDERAÇÃO MUNDIAL DE EDUCAÇÃO MÉDICA DEFENDE CURRÍCULO MÉDICO ALINHANDO ÀS NORMAS INTERNACIONAIS

O representante da Federação Mundial de Educação Médica (WFME), Luís Gomes Sambo, defendeu, nesta sexta-feira, em Luanda, a necessidade dos programas de formação médica em Angola estarem alinhados à legislação nacional e aos padrões internacionais.

O responsável falava no painel sobre “Padrões da Federação Mundial de Educação Médica”, inserido no primeiro Congresso Científico da Clínica Sagrada Esperança, que decorreu de 10 a 11 do corrente mês, sob o lema “Rede Clínica Sagrada Esperança, Qualidade e Inovação”.

O médico, especialista em Saúde Pública, disse que o currículo da formação de especialistas deve estar claramente relacionado com as cadeiras médicas do país e adaptado às exigências regulatórias internacionais.

Nesta senda, o dirigente, que também já foi ministro da Saúde, defendeu a importância de uma estrutura curricular própria e coerente com o contexto angolano.

Segundo Luís Gomes Sambo, instituições como o Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES) e o Instituto de Especialidades da Saúde desempenham um papel fundamental na regulação e avaliação da formação pós-graduada no país.

O também antigo director regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para África, enfatizou a importância da aprendizagem auto-dirigida, acrescentando que a formação dos internos não deve depender apenas de docentes e supervisores, mas, também, da iniciativa individual de cada profissional em formação.

Na opinião do representante da WFME, o médico interno de especialidade deve assumir um papel activo na construção do seu conhecimento e competências”, realçou.

Em relação ao conteúdo da pós-graduação, o responsável realçou que este deve variar conforme a especialidade, mas sempre baseado nos conhecimentos adquiridos durante a licenciatura.

O antigo ministro da Saúde apontou como essenciais áreas como fundamentos científicos, prática clínica, saúde pública, sistemas de saúde, ética, sociologia e psicologia. Luís Gomes Sambo defendeu também a necessidade de impulsionar a formação em saúde pública em África, pelo facto de haver uma tendência excessiva para áreas clínicas.

No domínio institucional, referiu a importância da governação partilhada entre entidades como o INAAREES, o Instituto de Especialidades da Saúde e a Ordem dos Médicos de Angola, com vista a assegurar a qualidade da formação.

Ressaltou que não basta formar médicos; é preciso garantir que essa formação seja rigorosa o suficiente para que os profissionais possam actuar ou se especializar em qualquer lugar do mundo.

O evento contou com a participação dos secretários de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Inocêncio, e do Petróleo e Gás, José Barroso, directores e gestores de unidades hospitalares, entre outras individualidades ligadas ao sector da Saúde

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