A direcção da Zona Económica Especial (ZEE) desmentiu, nesta terça-feira, em comunicado de imprensa, as alegações segundo as quais o projecto imobiliário "Cidade do Século" se encontrava paralisado como resultado de um diferendo judicial.
O comunicado, esclarece que o projecto imobiliário e empresarial denominado “Cidade do Século”, localizado na província de Icolo e Bengo não se encontra paralisado, ao contrário das informações que circulam nas redes sociais e em alguns círculos empresariais.
"A administração da ZEE explica que o projecto integra oficialmente o perímetro soba sua gestão, encontrando-se devidamente aprovado e autorizado para implementação", lê-se no comunicado.
O comunicado cita a entidade gestora, segundo a qual "a interrupção temporária das obras ocorreu na sequência de uma acção judicial movida por terceiros sem qualquer vínculo com a ZEE", que tinha resultado num embargo temporário.
"O tribunal considerou improcedente a diligência após recurso interposto, decisão que permitiu a retoma normal das obras. A ZEE sublinha que o projecto mantém plena legitimidade jurídica, viabilidade económica e enquadramento estratégico, destacando ainda o impacto positivo esperado em termos de empregabilidade e dinamização económica", refere o comunicado.
Nesta conformidade, "a administração do maior parque industrial do país alerta para os efeitos negativos da disseminação de informações sem fundamento, que podem comprometer a atracção de investimentos e afectar a reputação institucional da ZEE enquanto plataforma estruturante do desenvolvimento industrial nacional".
O comunicado conclui afirmando que "a ZEE reafirma a sua total disponibilidade para prestar esclarecimentos adicionais sempre que necessário, na qualidade de entidade com competência exclusiva para a administração e gestão dos terrenos que integram o seu perímetro".
A instituição reserva-se, igualmente, ao direito de accionar os mecanismos legais a seu dispor para a defesa dos seus interesses e da sua imagem institucional.