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GENERAIS REFORMADOS APOSTAM NA AGRICULTURA MECANIZADA E NO AGRO-NEGÓCIO

  23 Jan 2026

GENERAIS REFORMADOS APOSTAM NA AGRICULTURA MECANIZADA E NO AGRO-NEGÓCIO

Uma delegação de oficiais generais reformados, integrados no Instituto de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas (ISS-FAA), encontra-se na República da Namíbia com o objectivo de estabelecer parcerias estratégicas nos domínios da agricultura mecanizada e do agro-negócio. A missão é coordenada pelo general Adriano Makevela “Mackenzie”.

No encontro com responsáveis da Embaixada angolana em Windhoek, o porta-voz da delegação, general reformado Sachipengo Nunda, partilhou que a iniciativa se enquadra nas políticas de melhoria das condições socioeconómicas dos ex-militares, não apenas em Angola, mas também os residentes na Namíbia e na África do Sul, através da promoção de projectos sustentáveis e geradores de emprego.

“Nós pretendemos desenvolver uma agricultura mecanizada e o agro-negócio, e para isto precisamos de aprender com a experiência de países como a Namíbia e a África do Sul”, afirmou o general, sublinhando que a cooperação regional é essencial para o sucesso da iniciativa.

Segundo o porta-voz da missão, a estratégia da delegação assenta em dois pilares fundamentais. O primeiro consiste na identificação de fontes de financiamento e no estabelecimento de parcerias com empresários experientes, capazes de ajudar a materializar os projectos previstos.

Já o segundo pilar, centra-se na aquisição de conhecimento técnico e prático, através do contacto directo com experiências bem-sucedidas nesses países, nomeadamente Namíbia e África do Sul. “O nosso objectivo principal reside, por um lado, na obtenção de financiamento e na busca de empresários com experiência para concretizar as actividades que pretendemos desenvolver, e, por outro, na aprendizagem com a experiência de outros países, com destaque para a Namíbia e a África do Sul”, explicou.

Sobre a agenda de trabalho, a delegação de oficiais generais reformados tem privilegiado o contacto com empresários e ex-militares namibianos, em detrimento de reuniões formais com as autoridades governamentais.

“Estamos mais focados em falar com empresários e com antigos militares da Namíbia. Caso nos aconselhem a contactar outras entidades, faremos isso, mas a prioridade é trabalhar com pessoas que tenham uma vasta experiência prática”, pontualizou o porta-voz da delegação, general reformado Sachipengo Nunda.

Como exemplo do potencial dessa troca de experiências, Sachipengo Nunda recordou que, durante uma visita oficial realizada em 2012, uma delegação foi recebida na fazenda do esposo da actual Presidente namibiana, que é hoje um dos grandes produtores de carne da Namíbia, com exportações significativas. “Trata-se de uma experiência valiosa, da qual queremos aprender”, referiu.

O responsável destacou que o propósito da missão passa por absorver conhecimentos e identificar empresários que possam apoiar a implementação de projectos semelhantes em Angola, com vista ao empoderamento de antigos militares, ex-oficiais da Polícia Nacional, quadros dos Serviços de Inteligência e outros cidadãos interessados em investir no sector produtivo.

“Angola é um país com enorme potencial. Dispomos de cerca de seis mil rios e 49 bacias hidrográficas, que oferecem condições excepcionais para a produção de energia, irrigação agrícola e desenvolvimento económico”, frisou.

O porta-voz da delegação de generais na reforma realçou, também, que muitos dos militares, hoje em posições de liderança, começaram as suas carreiras em postos inferiores, tendo adquirido, ao longo do tempo, uma sólida capacidade de gestão e organização.

“Essa experiência permite-nos gerir projectos complexos com eficácia. Quando se vê uma luz, segue-se em direcção a ela, mesmo no meio da mata”, afirmou, recorrendo a uma metáfora para ilustrar a importância da visão estratégica.

Para o general Sachipengo Nunda, a missão na Namíbia tem igualmente uma dimensão política, na medida em que visa contribuir para a estabilidade social e económica de Angola, através da reintegração produtiva dos antigos combatentes e servidores do Estado.

“A nossa aposta é no trabalho, na aprendizagem e na valorização da experiência acumulada ao longo de anos de serviço. Antes de deixar o país, é preciso preparar bem os processos, e quem fica deve igualmente assegurar que tudo esteja devidamente organizado”, sustentou.

A delegação é composta pelos generais João Carlos, Matias de Lima Coelho (Nzumbi), Eusébio de Brito, Sachipengo Nunda e o coordenador Andriano Mackenzie.

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