Os bancos de Comércio e Indústria (BCI) e Keve manifestaram, no último sábado, no Lobito, província de Benguela, a sua disponibilidade para financiar a construção de 100 casas sociais e reconstrução de habitações que foram parcialmente destruídas pelas chuvas nos dias 4 e 5 de Abril de 2026.
Em declarações à imprensa, o director do BCI para o Agro-negócio, Ferreira Cavissoqua, que não avançou o valor disponível, disse que a sua instituição está alinhada com a Administração Municipal do Lobito e aguarda pelo cadastramento das famílias afectadas pelas chuvas para dentro em breve materializar o projecto que visa acomodar com dignidade as os agregados afectados.
Já Yeda Martins, representante do Banco Keve, sublinhou que a instituição bancária vai ter o mesmo sentimento de solidariedade para com as famílias vitimas das chuvas e do transbordo do rio Cavaco.
“Por isso, o Banco Keve vai também apoiar a construção das 100 residências e reconstrução das várias casas que foram destruídas tanto pelas chuvas como pelo transbordo do rio Cavaco”, realçou a responsável.
Por sua vez, o administrador municipal adjunto do Lobito, Ernesto Calolocio, agradeceu o nobre gesto do Grupo Carrinho e o engajamento do Banco de Comércio e Indústria (BCI) e do Banco Keve no processo de alinhamento para a construção de residências sociais destinadas às populações sinistradas.
Segundo o gestor municipal, este apoio representa uma mais-valia, numa altura em que toda a ajuda é bem-vinda, salientando que a prioridade passa pela transferência das populações desalojadas que residiam em zonas de risco, nomeadamente em linhas de água.
“Estamos a catalogar todas as residências que se encontram em zonas de risco para aferir com exactidão as pessoas que devem ser transferidas”, explicou.
E para isso, os técnicos da Administração Municipal do Lobito estão a trabahar nas zonas com maior risco, como Alto Akongo, que viu inúmeras casas a serem destruidas pelas chuvas.
Carrinho doa 10 toneladas de bens diversos
O Grupo Carrinho é outra instituição que se solidarizou com a situação vivida em Benguela e doou, ontem, mais de 10 toneladas de bens diversos às populações afectadas pelas chuvas no município do Lobito.
A directora de Desenvolvimento Humano do Grupo Carrinho, Edna António, disse que a doação inclui bens alimentares variados e produtos de higiene, como sabonetes, sabão e lixívia, considerados essenciais neste momento.
A responsável explicou que, além das famílias do Lobito, a ajuda abrange também as populações afectadas pelo transbordo das águas do rio Cavaco, em Benguela, situação que atingiu milhares de famílias que perderam os seus bens.
“Os municípios do Lobito e de Benguela podem sempre contar connosco, e vale salientar que essa iniciativa já estava prevista antes mesmo das enchentes registadas em Benguela”, disse.
Segundo Edna António, trata-se de uma acção previamente programada, onde se decidiu dar continuidade ao plano e assegurar a entrega destes bens às populações afectadas.
O apoio destina-se tanto às vítimas da sinistralidade no Lobito como em Benguela, embora os processos sejam tratados de forma distinta, acrescentando que mais de 50 por cento do plano de assistência já foi executado.
A directora de Desenvolvimento Humano do Grupo Carrinho assegurou que a instituição vai continuar a cumprir o seu papel de responsabilidade social, mantendo-se próximo das comunidades, à semelhança de outras empresas que desenvolvem acções solidárias. “Vamos continuar próximos das pessoas. Quando uma mãe perde o pouco que tem e as crianças deixam de ter o que comer, há uma dor humana que não pode ser ignorada. Benguela está no nosso coração e não podíamos ficar indiferentes”, disse.