O Ministério da Saúde (MINSA) esclareceu, nesta quinta-feira, que os três casos suspeitos de Mpox (anteriormente conhecida como varíola dos macacos) investigados na província do Icolo e Bengo apresentaram resultados laboratoriais negativos, afastando, para já, qualquer confirmação da doença naquela região do país.
Em comunicado, o MINSA refere ter tomado conhecimento das informações divulgadas nas redes sociais e em algumas plataformas digitais sobre um alegado caso de Mpox envolvendo uma criança residente no município do Sequele. Em resposta às preocupações da população, as autoridades sanitárias procederam à investigação dos casos suspeitos, seguindo os protocolos nacionais de vigilância em saúde pública.
Segundo o documento, as amostras biológicas recolhidas foram analisadas pelo Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS), tendo os resultados confirmado que nenhum dos pacientes testou positivo para Mpox.
Apesar da exclusão da doença, as equipas técnicas continuam a acompanhar os pacientes e recolheram amostras adicionais para exames complementares, com o objectivo de identificar a origem das manifestações clínicas observadas.
O Ministério da Saúde explica que várias doenças infecciosas podem apresentar sintomas semelhantes aos da Mpox, entre as quais a varicela, o sarampo, a rubéola, a doença mão-pé-boca, infecções por herpes vírus, escabiose e outras patologias que continuam sob investigação.
A nota sublinha ainda que, até ao momento, não existe qualquer caso confirmado de Mpox relacionado com esta ocorrência, nem qualquer outro caso da doença na província do Icolo e Bengo.
Face à circulação de informações não confirmadas, o MINSA apela à serenidade da população e recomenda que os cidadãos evitem a partilha de conteúdos sem validação oficial, alertando que a desinformação pode provocar alarme social e preocupação desnecessária entre as famílias.
Entretanto, a vigilância epidemiológica e laboratorial mantém-se activa em todo o território nacional, garantindo a detecção precoce de eventuais casos e a implementação das medidas de saúde pública consideradas necessárias. O Ministério assegura que continuará a informar a população de forma transparente e atempada sobre quaisquer desenvolvimentos relevantes relacionados com esta situação.