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JOSÉ EDUARADO DOS SANTOS MORREU HÁ QUATRO ANOS

  08 Jul 2026

JOSÉ EDUARADO DOS SANTOS MORREU HÁ QUATRO ANOS

Faz hoje quatro anos que o país perdeu o segundo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, falecido aos 79 anos, por doença, em Barcelona, Espanha.

José Eduardo dos Santos assumiu o poder em Setembro de 1979, na sequência da morte do primeiro Presidente António Agostinho Neto, cargo em que se manteve durante 38 anos, até Setembro de 2017, altura em que foi sucedido pelo actual Chefe de Estado, João Lourenço.

Fruto do seu legado na história do país, “Zé Du”, como também era carinhosamente chamado, ficou reconhecido como o “Arquitecto da Paz”.

Além disso, o antigo Estadista foi uma figura multifacetada e influente, cuja trajectória ficou marcada pelos desafios e conquistas de Angola.

Segundo dados do portal do Ministério das Relações Exteriores, José Eduardo dos Santos desempenhou um papel crucial nas negociações do Memorando de Entendimento do Luena, em 2002. O acordo selou o fim formal do conflito com a UNITA, viabilizando a desmobilização de tropas e a reinserção dos ex-combatentes na vida civil, pilares que sustentaram a estabilidade política do país.

Diplomacia e relações internacionais

Como ministro das Relações Exteriores, o antigo Estadista teve uma liderança decisiva na afirmação internacional de Angola, assegurando o reconhecimento diplomático e a entrada do país para a ONU, em 1976.

Além de Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos assumiu as funções de Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas (FAA) e liderou o MPLA por quase quatro décadas.

Da sua vasta ficha política, destaca-se o facto de ter sido coordenador o Plano Nacional de Desenvolvimento nos anos 70. No plano estratégico e militar, liderou o país em momentos cruciais de viragem geopolítica, como a célebre Batalha de Cuito Cuanavale.

Foi também o responsável por conduzir o processo de transição para o multipartidarismo na década de 1990 e coordenou o processo político que culminou na assinatura do Memorando de Entendimento do Luena, a 4 de abril de 2002, alcançado após a morte do líder fundador da UNITA, Jonas Malheiro Savimbi.

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