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ANGOLA REGISTOU REDUÇÃO DE 20 POR CENTO DE MORTES POR MALÁRIA DESDE O ANO 2017

  06 Nov 2026

ANGOLA REGISTOU REDUÇÃO DE 20 POR CENTO DE MORTES POR MALÁRIA DESDE O ANO 2017

Angola registou uma redução de 20% no número de óbitos e de 10% no total de casos de malária, anunciou nesta quinta-feira, em Gaborone, Botswana, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa.

O governante interveio no painel “Perspectivas ministeriais II: Diferentes abordagens e desafios no terreno”, inserido no Encontro de Alto Nível sobre a Eliminação da Malária em África.

Na sua alocução, em representação do Presidente da República, João Lourenço, o secretário de Estado revelou que Angola está a trabalhar intensamente na instalação de uma unidade fabril nacional dedicada à produção de mosquiteiros impregnados com inseticida de longa duração.

Carlos Alberto Pinto de Sousa explicou que este projecto estratégico visa garantir a autossuficiência logística do país na distribuição deste material essencial de prevenção.

Com o início das operações previsto para o próximo ano, a fábrica permitirá substituir progressivamente as importações, reduzir os custos de aquisição do Estado e assegurar um fornecimento contínuo e sustentável às populações mais vulneráveis em todo o território nacional.

Pinto de Sousa realçou ainda o forte investimento na infra-estrutura hospitalar angolana: desde 2017, foram construídas 735 novas unidades sanitárias em todo o território, sendo que cerca de 80% destas estruturas estão vocacionadas para os cuidados de saúde primários.

O objectivo é expandir a rede nacional e descentralizar o acesso aos serviços básicos.

No discurso de abertura, o Presidente do Botswana e líder da Aliança de Líderes Africanos contra a Malária (ALMA), Duma Boko, defendeu o reforço do financiamento interno e a mobilização de parcerias estratégicas no continente.

Por sua vez, o director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, que participou por videoconferência, elogiou os progressos globais, mas alertou que os avanços em África continuam frágeis devido a factores como o subfinanciamento, as alterações climáticas e a resistência aos medicamentos.

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