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MINISTRA DA SAÚDE DEFENDE COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA PARA REFPRÇAR CONFIANÇA NO SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE

  06 Jul 2026

MINISTRA DA SAÚDE DEFENDE COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA PARA REFPRÇAR CONFIANÇA NO SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, defendeu, neste domingo, em Luanda, que a comunicação em saúde desempenha um papel determinante na qualidade dos serviços prestados à população e no fortalecimento da confiança do sistema sanitário.

Ao intervir na abertura do Workshop Nacional sobre Comunicação em Saúde, que decorre até segunda-feira sob o lema "Comunicação Estratégica, Humanização dos Serviços e Confiança Pública: Construindo o Novo Paradigma do Sistema Nacional de Saúde em Angola", afirmou que a qualidade da assistência não depende apenas da competência técnica dos profissionais.

"A qualidade dos cuidados de saúde depende igualmente da capacidade de comunicarmos mais e melhor, de escutarmos com atenção, de informarmos com transparência e de envolvermos as pessoas nas decisões que dizem respeito à sua própria saúde", sublinhou.

Segundo a ministra, esta é a visão que o Executivo pretende consolidar, promovendo uma comunicação mais próxima, eficaz e centrada no cidadão.

Sílvia Lutucuta recordou que as recentes emergências de saúde pública demonstraram que a preparação para responder a crises sanitárias não depende exclusivamente da capacidade técnica do sistema de saúde, mas também da forma como a informação é transmitida antes, durante e após uma emergência.

"Nenhum sistema de saúde, por mais forte que seja, consegue proteger plenamente a população se a informação não chegar às pessoas de forma clara, atempada e credível", afirmou.

A ministra destacou que a comunicação de risco e o envolvimento comunitário são actualmente reconhecidos como capacidades essenciais para a prevenção, preparação e resposta às emergências de saúde pública.

Neste contexto, reconheceu que as comunidades são parceiras fundamentais na detecção precoce dos riscos e na implementação de respostas eficazes às emergências sanitárias.

"É esta participação activa que contribui para desenvolver comunidades mais preparadas, resilientes e capazes de enfrentar as actuais e futuras emergências", frisou.

Para Sílvia Lutucuta, investir na comunicação de risco representa um investimento na segurança sanitária do país, reforçando a capacidade de prevenção, resposta e protecção da saúde pública.

O evento, que decorre no Centro de Convenções de Talatona, encerra amanhã (segunda-feira), com foco reunindo membros do Executivo, especialistas, académicos, entre outros convidados.

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