A embaixadora de Angola na Itália, Josefa Sacko, defendeu, nesta quarta-feira, que a uma alimentação saudável permanece limitado.
Destacou nova visão para a liderança da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) deve assentar em três pilares nomeadamente, renovação, implementação e prosperidade partilhada. A posição foi apresentada durante a reunião do Comité de Nomeações, no âmbito da 49.ª sessão do Conselho Executivo da União Africana (UA), realizada em Adis Abeba, Etiópia, segundo uma nota.
Na sua intervenção, a candidata angolana à liderança da FAO alertou que, apesar dos avanços científicos e tecnológicos, a fome continua a afectar milhões de pessoas e o acesso a ainda que as alterações climáticas, os conflitos, o elevado endividamento dos Estados e as desigualdades dificultam o investimento e o acesso dos produtores ao financiamento, à inovação e aos processos de decisão.
Josefa Sacko afirmou que o principal desafio já não passa por identificar soluções, mas sim por transformar conhecimento em acção, estratégias em investimentos e compromissos internacionais em resultados concretos para os países.
Como parte da sua visão, propôs a iniciativa "Prioridade para a Acção Liderada pelos Países", que prevê apoiar, nos primeiros 24 meses, 50 pactos nacionais e regionais de transformação agro-alimentar, com base na participação voluntária e no respeito pelo equilíbrio regional.
A diplomata explicou que esses pactos complementarão os planos nacionais, tornando-os mais viáveis, financiáveis e mensuráveis, incluindo o "Pacto de Roma", uma iniciativa conjunta da FAO, do FIDA e do PMA para acelerar o alcance da meta de Fome Zero.