O repórter da Edições Novembro Dome Semedo conquistou nesta segunda-feira o Prémio SADC de Jornalismo na categoria de Fotojornalismo.
Dome Semedo, que se sagrou vencedor com a foto singular intitulada “Porto do Lobito – Porta de entrada e de saída da SADC”, conquistou o ouro, um certificado de participação assinado pelo Presidente em exercício da SADC, Cyril Ramaphosa, e um prémio monetário no valor de 2. 500 dólares.
O anúncio dos vencedores ao Prémio aconteceu ontem, em Durban, África do Sul, na abertura da 46.ª Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.
Segundo dados divulgados pelo Comité Nacional de Adjudicação (CNA-Angola) do Prémio SADC de Jornalismo 2026, a peça conquistou a média de 64,97 pontos, em 100 possíveis, após a votação dos júris regionais. O registo fotográfico retrata o potencial do Corredor do Lobito como um elo estratégico de integração, capaz de impulsionar o crescimento económico, atrair investimentos e consolidar as relações comerciais entre os países da região e o mercado global.
Entre os vencedores, destaca-se, igualmente, o jornalista Aurélio Janeiro, da Angop, colocado na província do Huambo, que obteve o segundo lugar da categoria de Imprensa, entre nove concorrentes, com a reportagem “Corredor do Lobito – porta vital para a revolução da economia”.
A peça jornalística de Aurélio Janeiro obteve a média de 69,62 pontos na votação dos comités de adjudicação regional. O trabalho destaca o papel do Corredor do Lobito como uma estrutura estratégica de alcance continental, conectando de forma directa o Porto do Lobito aos principais centros de produção de Angola e dos países vizinhos da África Austral.O jornalista conquistou, igualmente, um lugar no pódio (prata), um certificado de participação assinado pelo Presidente em exercício da SADC e um prémio monetário de mil dólares. A representação angolana integrou ainda os jornalistas Rafael Damião, da Rádio Moxico/Grupo Rádio Nacional de Angola, e Walter Marcelino, da Televisão Pública de Angola (TPA), que se classificaram na quinta posição nas categorias de Rádio e de Televisão, num universo de seis e de nove concorrentes, respectivamente.
Rafael Damião concorreu com a reportagem “Aldeia de Boma, santuário dos heróis zimbabweanos tombados na luta pela Independência do seu país”, enquanto Walter Marcelino apresentou a reportagem “Fronteira Angola–Namíbia aberta 24 sobre 24 horas”.
O CNA-Angola considera que o desempenho dos representantes angolanos nesta edição, designadamente nas categorias de Fotojornalismo e de Imprensa, constitui, uma vez mais, motivo de orgulho para o país e evidencia a qualidade, o profissionalismo e o compromisso dos jornalistas angolanos com a produção de conteúdos relevantes para a promoção da integração regional e do desenvolvimento sustentável da SADC.
Dome Semedo dedica a distinção à família
Para Dome Semedo, o reconhecimento a nível da SADC constitui um grande privilégio e uma oportunidade “extraordinária” para continuar a desempenhar o seu trabalho com dedicação.
Apesar de o nome anunciado como vencedor ser o seu, o laureado considera que a distinção não representa apenas uma conquista pessoal, mas, sobretudo, uma vitória de Angola.
“A fotografia que me levou a vencer este prémio mostra uma das obras do Executivo angolano, neste caso, o Porto do Lobito”, enfatizou.
Dome Semedo considerou que a distinção representa, também, uma vitória da Edições Novembro, por lhe ter aberto as portas para revelar e desenvolver o seu talento. “Dedico este prémio a Jeová Deus, à minha família, aos colegas e aos amigos”, ressaltou o profissional do Jornal de Angola.